Turismo náutico e cultural na Baía de Todos-os-santos

A Baía de Todos-os-Santos está situada no meio da Costa do Brasil, a 12º58’250” Sul e 38º29’100” Oeste. Possui uma entrada com 30 quilômetros de largura, no sentido Leste-Oeste e 36 quilômetros de comprimento no sentido Norte-Sul. É a maior baía do Brasil e a segunda maior do Atlântico, sendo que a primeira está situada nas águas geladas do Canadá. Portanto, pode-se afirmar que se trata da maior baía tropical do mundo.

Sua superfície tem, aproximadamente, mil quilômetros quadrados e um contorno com 238 quilômetros de extensão. As três maiores ilhas, enquanto maciços terrestres, são – Itaparica, Frades e Maré – integrantes de um conjunto de 56 ilhas, dentre as quais se destaca também a ilha de Cajaíba, em São Francisco do Conde. Recebe as águas de três grandes rios: Jaguaripe, Paraguaçu e Subaé. A boca da baía está delimitada pela Ponta do Padrão, onde se encontra o Farol da Barra, em Salvador, a boreste (direita) de quem entra, e a Ponta do Garcez, abaixo do Rio Jaquaripe, a bombordo (esquerda).

Além de Salvador, a capital do Estado da Bahia, a Baía de Todos-os-Santos é composta pelos municípios de Cachoeira, Candeias, Itaparica, Jaguaripe, Madre de Deus, Maragojipe, Nazaré, Salinas da Margarida, Santo Amaro, São Félix, Muritiba, São Francisco do Conde, Aratuípe, Muniz Ferreira, Saubara, Vera Cruz e Simões Filho.

É importante mencionar que Simões Filho não faz parte da Zona Turística Baía de Todos-os-Santos, mas foi incluído no Prodetur Nacional pela sua importância para o desenvolvimento da náutica na região.

Rota natural de navegação entre a Europa e o Brasil, desde o século XVI, a BTS foi considerada o principal porto do Atlântico Sul devido às suas águas protegidas e propícias para a navegação, às correntes marítimas e aos ventos favoráveis que praticamente conduzem as embarcações a vela desde a Linha do Equador até a entrada da baía.

É possível navegar por quase toda extensão da BTS, observando o ‘calado’ da embarcação utilizada. A Carta Náutica 1110, publicada pela Marinha do Brasil, em 1962, orienta a navegação na BTS e esclarece que o trecho extremo norte da BTS apresenta uma batimetria rica em bancos rasos de areia e pedras e adverte sobre a presença de estruturas de exploração petrolíferas, como tubulações semissubmersas, presentes em algumas áreas, proporcionando uma navegação que exige bastante atenção. Assim, afora o extremo norte, todo o conjunto da Baía de Todos-os-Santos é de navegação fácil e tranquila.