História

A larga e profunda baía que encantou navegadores e colonizadores despertou o interesse dos europeus por ser um excelente ancoradouro natural, um maravilhoso sítio defensivo e por suas terras possuírem boa fertilidade. Foi nominada em 1501, quando uma expedição portuguesa foi enviada para reconhecer as novas terras descobertas um ano antes por Pedro Álvares Cabral. Era o dia 1o de novembro, Dia de Todos-os-Santos, de acordo com a religião católica.

Comandada por Gaspar de Lemos, acompanhado por Américo Vespúcio, cartógrafo e escritor italiano que daria nome a todo o continente americano, passou a nomear todos os acidentes geográficos de acordo com os santos dos dias onde os mesmos eram identificados – cabendo à baía, local mais tarde escolhido para ser fundada a cidade que seria a sede da primeira capital brasileira – Salvador.

Berço da civilização colonial lusa nas Américas, a Baía de Todos-os-Santos abrigou no século XVI o maior porto exportador do Hemisfério Sul, de onde eram enviados às metrópoles europeias a prata boliviana e o açúcar brasileiro, sendo o porto de Salvador o que mais recebeu escravos africanos do Novo Mundo.

Segundo o historiador baiano Cid Teixeira, no século XVI, a Baía de Todos-os-Santos destacava-se “como importante ponto de integração entre o Ocidente e o Oriente”. “Ao descobrir a Baía de Todos-os-Santos, a expedição portuguesa logo verificou que, por um benfazejo acidente geomorfológico, para aqui convergiam as correntes marítimas e também os ventos alísios do Atlântico Sul, o que favorecia a navegação nestas águas. Por esta razão, este acidente geográfico foi escolhido para abrigo das rotas mercantes de toda a Europa rumo ao Oriente das especiarias”, revela o historiador.

Municípios beneficiados