Posição Estratégica

O forte interesse português pela baía tinha vários motivos, além de servir de “porto seguro” para as caravelas. Os recém-chegados viam ali condições favoráveis para a agricultura, para o estabelecimento de uma povoação e um porto de fácil defesa, em caso de ataque. Também viam a região como lugar ideal para o desenvolvimento de uma indústria naval.

Mas a ocupação das terras descobertas só veio a acontecer de maneira efetiva com a assinatura da carta de doação da Capitania da Bahia de Todos-os-Santos a Francisco Pereira Coutinho, no dia 26 de agosto de 1534. Coutinho foi um dos poucos donatários que vieram até a colônia e acabou perdendo toda sua fortuna tentando estabelecer uma povoação no lugar onde hoje é o Porto da Barra. A aventura de Coutinho terminou em 1540, com um incêndio provocado pelos Tupinambás, que destruiu os poucos engenhos de açúcar levantados até então.

O objetivo da Coroa portuguesa era ocupar a Baía de Todos-os-Santos, o litoral e as partes mais internas da nova colônia, através de um vetor econômico: a plantação extensiva da cana de açúcar e o fabrico do açúcar para exportação.

No período, a baía abrigou um porto que se constituiu em um centro de convergência da produção colonial e escala para navegações oceânicas. O porto servia de eixo para o comércio na região e estava integrado à rede dos mercados do emergente capitalismo europeu e do tráfico de escravos na África.

A chegada de Tomé de Sousa, em 29 de março de 1549, marcou o início da construção da cidade de Salvador na Baía de Todos-os-Santos, a cidade-fortaleza, eixo central de toda a região. É a partir daí que a relação entre o colonizador e o índio muda radicalmente: é desencadeada uma guerra sem tréguas contra os Tupinambás, marcando o processo de expulsão e extermínio dos nativos.

Municípios beneficiados